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Quando um Sommelier atinge a plenitude.

A ‘dissertação’ à Sommelier Pleno se dá quando conhecer, provar e compreender, e para tanto de safras diferentes, o vinho Romanée-Conti. Além deste ícone os demais vinhos que compõem o Assortiment de La Domaine Romanée-Conti.
Até então já deverá ter vivenciado a experiência fascinante dos “Premier Cru” de Bordeaux, mais Petrus e Le Pin, e o vinho de Sauternes Château D’ Yquem.
O que pretendo comunicar com isto. Que a busca pela informação e conhecimento deve ser constante, e como no Brasil a formação profissional, além da prática de abrir e servir vinho, não é uma preocupação do Ministério da Educação, devemos ser autodidatas e ir além do que é apresentados nos cursos de vinhos que se multiplicam pelo país afora, onde a carga horária se quer chega ao mínimo exigido nos cursos promovidos pelo PRONATEC, e lembrando que o objetivo destes é apenas para as questões de serviço. Com isto deixa-se de lado todo um conceito de cultura, de espaço e história. Perdendo portanto os referências gastronômicos que justificam e norteiam a prática do consumo do vinho, por exemplo na Europa ou Estados Unidos.
Portanto antes de ostentar uma insígnia para se definir como profissional, ostente deve se alimentar o conhecimento para que este sustente a sua argumentação quando questionado sobre o que é ser Sommelier.

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Publicado por em 5 de março de 2014 em capacitação

 

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Um fino na rota do vinho de São Roque – SP.

Na Rota do Vinho em São Roque – SP uma empresa que acolhe sem o compromisso de você desembolsar um real que seja, e recentemente entrou para o seleto ranking de produtores de vinhos finos com seu vinho Tempos, Cabernet Franc e Sauvigon. O primeiro um vinho seco, com boa estrutura de boca, mantendo-se fiel a sua vinha. O segundo vinho com tendência suave, mais ao paladar dos iniciantes, com boa presença de boca. Uma mostra que apesar de todos os prognósticos contrários, quanto a clima e solo, com trabalho persistente as inovações acontecem e o resultado positivo se consolida em um produto que sintetiza a eficácia dos esforços da escola brasileira de enologia. Atingiram o objetivo e a primeira meta, mais resultados viram.

Tempos Cabernet

 

 
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Publicado por em 28 de fevereiro de 2014 em Dicas

 

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Sommelier Profissão ou Ocupação.

Com a definição  pelo Ministério de Trabalho da ocupação de Sommelier, regulamentada por lei em 2011 como profissão definindo-o como pessoa “que executa o serviço especializado de vinhos em empresas de eventos gastronômicos, hotelaria, restaurantes, supermercados e enotecas e em comissariaria de companhias aéreas e marítimas”. Mas creio que para ser realmente um profissional deve-se obter a capacitação pertinente, porém no Brasil tal orientação era tão e somente autodidata, ou alguns casos oferecidos pelo comerciante de vinho, que via nesta a possibilidade de estreitar relacionamentos e ampliar os difusores da qualidade e importância da origem e concepção do produto vinho. Contudo isto hoje caiu no lugar comum e estas capacitações são mais uma exposição de slides com figuras e imagens de vinhedos e linhas de produção sem muitos referências didáticos, com isto vejo muitos interessados matriculados em cursinhos rápidos e conteúdos compactados que iludem o futuro profissional e prejudicam o verdadeiro objetivo de se formar profissionais cultos e seguros e bem balizados em informações. Atualmente conheço apenas um curso de nível superior que forma profissionais Sommeliers, a Universidade de Caxias do Sul, estado do Rio Grande do Sul, e o grande e ótimo esforço do SENAC que à partir de 202 firmou uma parceria com produtores brasileiros e vem capacitando novos profissionais com um mínimo discernimento pedagógico educacional. Portanto você candidato á profissional se informe antes, consulte e pesquise e saiba investir bem o seu tempo e dinheiro.

Agora quem é profissional atuante no mercado brasileiro deve ter vínculo empregatício “CLT”  anotado em sua carteira e mencionado no demonstrativo de recebimentos o código “5134-10”, que é a referência à ocupação profissional e sua atribuição específica perante o Min. do Trabalho e INSS. Tal ocupação antes era descrita apenas como “Garçon (Serviço do Vinho)”, que passa agora a vigorar apenas como “Sommelier”.

Com o exposto acima as pessoas que não cumprem a atividade como descrito em lei de regulamentação ou no CBO (Codigo Brasileiro de Ocupação) não podem mais ostentar tal definição profissional, ou apresentar-se como tal, se incorrer e persistir neste ato, irá na prática cometer “falsidade ideológica”. Portanto aqueles que se apresentam como consultores sommeliers e afins não o podem mais, valido também aos profissionais de outros gêneros de bebidas como os de cerveja. Aos do vinho a expressão mais correta e aceita na França é “connaisseur” titulação respeitada e usada pelos não profissionais ativos no mercado específico de trabalho e serviço do vinho.

Tastevin Sommelier

 
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Publicado por em 25 de fevereiro de 2013 em capacitação, sommelier, vinho

 

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Porque o vinho nacional é ruim?

Por cultura em nossas raízes, que sempre valorizaram o produto o da corte, hoje importado. Simplesmente por este motivo, mas que é o principal complicador da expansão do consumo de vinhos brasileiros e nosso país. Enquanto se abre novos mercados, como países da Europa oriental, Filipinas o nacional parece estar blindado ao produto de sua origem.

Este quadro pode e deve mudar, mas não é com protecionismo maroto, e sim com trabalho sério e projetos dinâmicos e de estimulo à experimentação, conhecimento, para conseguentemente se ter o mercado de consumo, progressivo e promissor.

Com a questão das salvaguardas, das quais sou contra (para clareza de fato), o publico vem sendo conduzido a que no mundo dos vinhos o Brasil é o bixo papão da estória, isto mesmo, parem e pensem e veram este novo conto de fadas.

Mais e mais consumidores se aliam ao pensamento que falta qualidade ao produto nacional, e ajudam a propagar está ideia falsa, que está ligada a outra, também não verdadeira. Acredito que 30% a 45% do que é ofertado no mercado como vinho nacional tem de boa a ótima qualidade, e quando refinamos está avaliação aos vinhos finos, creio que o número sobe para  65% a 75% dos rótulos disponíveis para consumo.

O consumidor não pode avaliar, sem provar ao menos os vinte principais produtores, para só então ter parâmetros para julgar. Não por ser consumidor de longa data de vinhos de outras origens que o habilita a questionar o qualidade e preço, apenas pelo fato de ter provado uns dez rótulos nacionais, e isto num espaço de tempo amplo.

Convoco aos sensatos colegas a praticar a prova do vinho, neste caso o brasileiro e descobrir que há sim condições muito boas de consumo a preços comparados de muito benefício. Avaliem algum dos rótulos que vou citar.

Salton Classic toda linha pode ser encontrado ao preço médio de R$ 12,90, concorre diretamente aos vinhos de  tidos com “reservado” ou “clássico”.

Duetto Valduga linha que conbinada duas uvas na sua elaboração, provem o Shiraz | Pinot Noir, ou os da linha Volpi, como o excelente Pinot Noir, vinhos que concorrem com os de linha “Premium” e “reserva” com custo médio inferior de dez reais.

Don Laurindo Gran Reserva Merlot, Lote 43, vinhos que expressão aromas e paladar singulares dignos de vinhos ícones. O belo Concentus da Pizzato, o Storia da Casa Valduga, os vinhos do produtor Vallotano e outros muitos mais, que em diversas provas de confrarias que tive a honra de participar me apresentaram.

Portanto afirmo temos sim Vinho Brasileiro de Qualidade, talvez obtido com maior sacrifício, mais arrojo, por teimosia pura e simples ou por displicência de gênero de cultivos mais rentáveis em favor da tradição e cultura secular da origem de nosso povo. Seja como for o resultado está a posto e pronto para servir a mesa, e a economia e balança comercial brasileira.

 

 
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Publicado por em 2 de maio de 2012 em Uncategorized

 

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Brasileiro com muito orgulho

Cidadãos deste país parecem estar à serviço de forças estrangeiras pela simples ideologia da melhor oferta. Sim somos todos filhos da pátria mãe, mas alguns parecem crer serem filhos mais sábios e privilegiados. E o são afinal recebem muito bem para aliciar incautos consumidores para suas causas próprias e benéfices, que agora já são vícios nocivos e contra os interesses da verdadeira classe trabalhadora do vinho em nosso país.

Não concordo com as requeridas salvaguardas, pois estás não contribuem em nada para a economia e desenvolvimento da indústria do vinho brasileiro. Porém prefiro me aliar aos que desejam encontrar um meio justo e adequado de fazer valer o direito do consumidor de comprar seus vinhos sem está grande carga tributária, que pesa mais sobre o produto brasileiro, fato de conhecimento de todos assumidos profissionais do mercado.

Contudo aqueles que hoje são referencia e influenciadores de conduta e consumo se ocultam na tarefa de encontrar meios para que miopias mercadológicas como está ganhem corpo e voz, pois seus serviços são de fácil consumo e uteis as empresas importadoras de pequeno e médio porte.

Porque não propor a IBRAVIN e entidades equivalentes  uma ação popular de projeto de lei onde a abordagem deve ser a redução de impostos, o incentivo fiscal as empresas que apoiarem a industria nacional, a exemplo do teatro e esportes, sendo este apoio no consumo corporativo, a revisão dos contratos de financiamento firmado entre produtores nacionais e BNDS com redução de taxas e ampliação de prazos, ações como ampliação da capacitação estudantil em parecerias de ensino técnico junto as estaduais e federais de ensino… e outros projetos mais.

Afinal ser brasileiro e muito mais do que apontar as falhas e diminuir aqueles que se manifestam em defesa de seu trabalho e produto, quer queiramos ou não, são parte de nosso patrimônio agroindustrial nacional. Em fim dentro da cadeia econômica do vinho a comercialização é a atividade de menor risco, pois se “A” não lhe é vendedor, há o produto “C”, se não for “D”. E assim os riscos sempre estão minimizados, situação inversa de quem é produtor, principalmente se este for um  microagricultor.

 
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Publicado por em 1 de maio de 2012 em Uncategorized

 

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A ética na redação. O compromisso de um Articulista.

A ética na redação. Vejo colegas perdidos nesta, que acabam por expor a fragilidade da palavra e opinião de quem se propõe a ser fiel portador da informação. Creio que por este motivo no passado houve  tamanho debate sobre o exercício e atuação profissional jornalistica versus o articulista.

Portanto temos aqui dois tipos de redação e desejo tratar da que não envolve juras, mas nem por isto pode abrir mão do compromisso da ética e do bom servir a sociedade sem ferir o direito individual de cada um sobre suas crenças, pensamentos e palavra.

Quando alguém abre suas portas e sua mente para uma determinada matéria ou texto, como entrevistado, o faz de bom grado e em prol do debate democrático da informação. Uma vez que este conteúdo seja disponibilizado, tratado e publicado não pode ser mais base de novos conteúdos de cunho jornalístico ou assemelhados sem o prévio consentimento do entrevistado, cabê também a este o mesmo direito que compete a imagem. Afinal toda palavra proferida ou ato manifestado é fruto do momento que se vive e reflexo do macro ambiente dentro do espaço tempo de sua concepção, e fazer uso deste no futuro para atrair os holofotes a suas ideias e ideais e nocivo e degradante a pessoa que o faz, a todos os seus seguidores e publico.

Portanto convoco a todos que acreditam nos direitos individuais e democráticos a evitarem o apoio e manifestações de “curtir” sem antes refletir se é deste modo e manifesto que pretende transformar o seu país, a sua comunidade e seu núcleo social.

Afinal mesmo quando fazemos um comentário sobre um vinho, ou serviço estamos lidando com pessoas e a sociedade. Todos temos o direito e se desejar o dever de engajamento em causas com defesas mais contudentes ou não, o que não podemos é usar de meios ou informações que nos foram confiadas no passado a determinado servir para nosso enaltecimento e gloria, principalmente quando não somos nato da nação (mercado) à qual comentamos ou buscamos atingit, pois nos servimos dela e recorremos a ela todos os dias para nosso viver.

Hospitalidade não é apenas saber receber, é também saber ser recebido, não somente em nossos espaços dométicos e profissionais, mas também virtuais e públicos.

 
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Publicado por em 29 de abril de 2012 em Atualidades

 

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Salva-guardas versus formação profissional

Toda discussão válida desde que seja possível o consenso, ou se possa contribuir para com o resultado final. Caso o contrário é apenas pano de fundo às vaidades dos interlocutores, que no geral são fáceis de identificar, pois nunca deixam real contribuição a sociedade ou classe da qual participam, apenas a vampirizam.
Nossa Presidente já deixou claro, que não haverá “salva-guardas protecionistas”.
Vamos nos ocupar, aos que podem e devem, da regulamentação total do mercado profissional do vinho, não basta ter o reconhecimento da União de uma ocupação como profissão, há que se normatizar, principalmente a formação acadêmica, que é prerrogativa do MEC e atribuição das Universidades e Faculdades, e não de cultos e desembaraçados enófilos em desvio de sua formação profissional e ocupacional. Será que não são tão competentes assim na profissão que escolheram abraçar, que precisão cumprir está dupla jornada diarista.

 
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Publicado por em 13 de abril de 2012 em Atualidades

 

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